O documentário “A Conspiração de Chicago” já está disponível online gratuitamente

Companheiros e companheiras: Nós temos procurado maneiras de fazer uma versão online de “A Conspiração de Chicago”, a partir do lançamento em DVD. Tivemos várias limitações técnicas, e as pessoas da CrimethInc.com gentilmente nos ofereceu lançar a cópia online. A versão online já está disponível gratuitamente. Versão em espanhol: › http://cwc.im/chicago-espanol Versão em inglês: › http://cwc.im/chicagocontact subversiveactionfilms.org › www.subversiveactionfilms.org “A Conspiração de Chicago” é um documentário de três anos de realização. O trabalho foi gravado no Chile, e a história se estende às terras indígenas Mapuche del Wallmapu. O conceito do filme começou com a morte de um ex-ditador militar. Celebramos nas ruas de Santiago com milhares de pessoas, depois de ouvir a notícia: o general Augusto Pinochet morreu. Seu regime assassinou milhares e torturou dezenas de milhares de pessoas após o golpe militar em 11 de setembro de 1973. Celebramos sua morte e as implicações do sistema político e econômico que o colocou no poder poderia, por si só, serem fatais. Nós começamos este filme com a morte de um ditador, mas continuamos com o legado de uma ditadura. “A Conspiração de Chicago” leva o nome de aproximadamente 25 economistas chilenos que freqüentaram a Universidade de Chicago e outras universidades de prestígio, no início dos anos 60, para estudar sob a influência dos economistas neoliberais Milton Friedman e Arnold Harberger. Depois de abraçar as idéias neoliberais de Friedman, esses economistas, regressaram para ajudar Pinochet na aplicação dessas novas políticas de livre mercado. Privatizaram quase todos os aspectos da sociedade, e o Chile logo se tornou um exemplo típico do capitalismo de livre mercado, sob a mira de uma arma de fogo. O golpe militar foi uma conspiração iniciada pela burguesia do Chile e assistidas por seus parceiros internacionais. A ação militar, e seu apoio da CIA, foi executada sob o pretexto de que o presidente Salvador Allende, um reformista e defensor do estado democrático, era na realidade um militante revolucionário marxista. Afirmaram que seu governo incluiu um plano secreto (Plano Z) para estabelecer um sistema semelhante ao de Cuba comunista. A existência deste plano nunca foi demonstrada com êxito pelos militares. “A Conspiração de Chicago” é uma nova visão do golpe militar, que enfoca a história do governo de Allende. Mesmo antes de sua eleição, houve organizações armadas revolucionárias em todo o Chile, como o Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR). Durante o governo de Allende, alguns setores acreditavam que um projeto reformista nunca poderia acabar com o sistema capitalista. Estes grupos foram o principal setor a liderar uma resistência armada contra os militares após o golpe começar. Enquanto a ditadura assumiu o controle, as organizações armadas foram expandidas e tornaram-se conhecidas como o MAPU-Lautaro e a comunista Frente Patriótica Manuel Rodríguez Frente (FPMR), além do MIR. “A Conspiração de Chicago” começa em 29 de março de 1985. Neste dia, dois jovens irmãos e militantes do MIR, Rafael e Eduardo Vergara, foram mortos a tiros pela polícia em Villa Francia, povoado politicamente ativo. Uma pesquisa recente conduzida pelo governo chileno demonstra que foram procurados pela polícia, como tantos jovens antes deles, foram assassinados por motivos políticos. Sua comunidade Villa Francia respondeu criando um dia de memória e de protesto, o Dia do Jovem Combatente. Seu irmão mais velho, Pablo Vergara, foi posteriormente caçado, em Temuco, cidade no sul do Chile, em 1987. “A Conspiração de Chicago” é sobre hoje. Depois de um plebiscito nacional em 1988, Pinochet terminou seu governo em 1990. As classes políticas no Chile permitiram ao país votar o fim da ditadura e da crescente preocupação de uma insurreição armada. O ano de 1990 trouxe um governo democrático no Chile, seguindo as mesmas políticas econômicas neoliberais impostas pela ditadura. Ao longo do filme, acompanhamos o descontentamento social que existe hoje. Exploramos o legado de uma ditadura. “A Conspiração de Chicago” é sobre os estudantes que lutam contra uma lei de educação que foi iniciada no último dia do regime militar. Mais de 700.000 estudantes se declararam em greve durante o ano de 2006, para protestar contra o sistema de ensino privatizado. A polícia reprimiu brutalmente as manifestações e ocupações estudantis. “A Conspiração de Chicago” é sobre o Dia do Jovem Combatente. O dia 29 de março não é apenas sobre os irmãos Vergara – é um dia para lembrar todos jovens combatentes que morreram durante a ditadura e o regime democrático atual. “A Conspiração de Chicago” é sobre os bairros da periferia de Santiago. Foram originalmente ocupações de terra, e mais tarde tornaram-se centros de resistência armada contra a ditadura militar. Alguns, como Victoria e Villa Franca, continuam como áreas de confronto e descontentamento até hoje. “A Conspiração de Chicago” é sobre o conflito Mapuche. O povo mapuche bravamente resistiu à ocupação espanhola, e continua a resistir contra as corporações multinacionais e o Estado chileno, que rouba a terra para plantações, minas, barragens e de produção agrícola. O governo tem usado uma lei antiterrorismo do período ditatorial para prender comuneros Mapuche em luta. Dois jovens Weichafes (guerreiros Mapuche) – Alex Lemon e Matías Catrileo – recentemente foram mortos pela polícia chilena, um em 2002, outra em 2008. “A Conspiração de Chicago” é uma resposta a uma conspiração global do neoliberalismo, do militarismo e do autoritarismo. agência de notícias anarquistas-ana Haverá mais notícias sobre o próximo curta-metragem. Atenciosamente, Subversivo Filmes de Ação ›

O documentário “A Conspiração de Chicago” já está disponível online gratuitamente

Companheiros e companheiras: Nós temos procurado maneiras de fazer uma versão online de “A Conspiração de Chicago”, a partir do lançamento em DVD. Tivemos várias limitações técnicas, e as pessoas da CrimethInc.com gentilmente nos ofereceu lançar a cópia online. A versão online já está disponível gratuitamente. Versão em espanhol: › http://cwc.im/chicago-espanol Versão em inglês: › http://cwc.im/chicagocontact subversiveactionfilms.org › www.subversiveactionfilms.org “A Conspiração de Chicago” é um documentário de três anos de realização. O trabalho foi gravado no Chile, e a história se estende às terras indígenas Mapuche del Wallmapu. O conceito do filme começou com a morte de um ex-ditador militar. Celebramos nas ruas de Santiago com milhares de pessoas, depois de ouvir a notícia: o general Augusto Pinochet morreu. Seu regime assassinou milhares e torturou dezenas de milhares de pessoas após o golpe militar em 11 de setembro de 1973. Celebramos sua morte e as implicações do sistema político e econômico que o colocou no poder poderia, por si só, serem fatais. Nós começamos este filme com a morte de um ditador, mas continuamos com o legado de uma ditadura. “A Conspiração de Chicago” leva o nome de aproximadamente 25 economistas chilenos que freqüentaram a Universidade de Chicago e outras universidades de prestígio, no início dos anos 60, para estudar sob a influência dos economistas neoliberais Milton Friedman e Arnold Harberger. Depois de abraçar as idéias neoliberais de Friedman, esses economistas, regressaram para ajudar Pinochet na aplicação dessas novas políticas de livre mercado. Privatizaram quase todos os aspectos da sociedade, e o Chile logo se tornou um exemplo típico do capitalismo de livre mercado, sob a mira de uma arma de fogo. O golpe militar foi uma conspiração iniciada pela burguesia do Chile e assistidas por seus parceiros internacionais. A ação militar, e seu apoio da CIA, foi executada sob o pretexto de que o presidente Salvador Allende, um reformista e defensor do estado democrático, era na realidade um militante revolucionário marxista. Afirmaram que seu governo incluiu um plano secreto (Plano Z) para estabelecer um sistema semelhante ao de Cuba comunista. A existência deste plano nunca foi demonstrada com êxito pelos militares. “A Conspiração de Chicago” é uma nova visão do golpe militar, que enfoca a história do governo de Allende. Mesmo antes de sua eleição, houve organizações armadas revolucionárias em todo o Chile, como o Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR). Durante o governo de Allende, alguns setores acreditavam que um projeto reformista nunca poderia acabar com o sistema capitalista. Estes grupos foram o principal setor a liderar uma resistência armada contra os militares após o golpe começar. Enquanto a ditadura assumiu o controle, as organizações armadas foram expandidas e tornaram-se conhecidas como o MAPU-Lautaro e a comunista Frente Patriótica Manuel Rodríguez Frente (FPMR), além do MIR. “A Conspiração de Chicago” começa em 29 de março de 1985. Neste dia, dois jovens irmãos e militantes do MIR, Rafael e Eduardo Vergara, foram mortos a tiros pela polícia em Villa Francia, povoado politicamente ativo. Uma pesquisa recente conduzida pelo governo chileno demonstra que foram procurados pela polícia, como tantos jovens antes deles, foram assassinados por motivos políticos. Sua comunidade Villa Francia respondeu criando um dia de memória e de protesto, o Dia do Jovem Combatente. Seu irmão mais velho, Pablo Vergara, foi posteriormente caçado, em Temuco, cidade no sul do Chile, em 1987. “A Conspiração de Chicago” é sobre hoje. Depois de um plebiscito nacional em 1988, Pinochet terminou seu governo em 1990. As classes políticas no Chile permitiram ao país votar o fim da ditadura e da crescente preocupação de uma insurreição armada. O ano de 1990 trouxe um governo democrático no Chile, seguindo as mesmas políticas econômicas neoliberais impostas pela ditadura. Ao longo do filme, acompanhamos o descontentamento social que existe hoje. Exploramos o legado de uma ditadura. “A Conspiração de Chicago” é sobre os estudantes que lutam contra uma lei de educação que foi iniciada no último dia do regime militar. Mais de 700.000 estudantes se declararam em greve durante o ano de 2006, para protestar contra o sistema de ensino privatizado. A polícia reprimiu brutalmente as manifestações e ocupações estudantis. “A Conspiração de Chicago” é sobre o Dia do Jovem Combatente. O dia 29 de março não é apenas sobre os irmãos Vergara – é um dia para lembrar todos jovens combatentes que morreram durante a ditadura e o regime democrático atual. “A Conspiração de Chicago” é sobre os bairros da periferia de Santiago. Foram originalmente ocupações de terra, e mais tarde tornaram-se centros de resistência armada contra a ditadura militar. Alguns, como Victoria e Villa Franca, continuam como áreas de confronto e descontentamento até hoje. “A Conspiração de Chicago” é sobre o conflito Mapuche. O povo mapuche bravamente resistiu à ocupação espanhola, e continua a resistir contra as corporações multinacionais e o Estado chileno, que rouba a terra para plantações, minas, barragens e de produção agrícola. O governo tem usado uma lei antiterrorismo do período ditatorial para prender comuneros Mapuche em luta. Dois jovens Weichafes (guerreiros Mapuche) – Alex Lemon e Matías Catrileo – recentemente foram mortos pela polícia chilena, um em 2002, outra em 2008. “A Conspiração de Chicago” é uma resposta a uma conspiração global do neoliberalismo, do militarismo e do autoritarismo. agência de notícias anarquistas-ana Haverá mais notícias sobre o próximo curta-metragem. Atenciosamente, Subversivo Filmes de Ação ›

[Grécia] Chamado de solidariedade internacional com o preso anarquista Simos Seisidis


Quinta-feira, dia 30 de março de 2011, terá lugar no tribunal de primeira instância o caso dos “assaltantes de negro”. Se trata do caso do assalto ao Banco Nacional na rua Solonos em janeiro de 2006, e seis outros assaltos. É o mesmo caso pelo qual Giannis Dimitrakis foi finalmente condenado a 12,5 anos de prisão no tribunal de apelação. Desta vez o acusado é Simos Seisidis, que esteve procurado durante 4,5 anos. Simos foi detido em 3 de maio de 2010, após um encontro casual com uma patrulha de polícia. Dado que estava sendo procurado não parou quando lhe quiseram pegar, foi perseguido e um policial disparou pelas costas. Ainda que sua vida correu um risco muito grave, sobreviveu, mas a causa da gravidade dos ferimentos levou-lhe a amputar a perna direita.
Entretanto, por este acontecimento, está acusado de tentativa de homicídio do policial que lhe disparou pelas costas atrás de seu carro! De fato a juíza de instrução lhe mandou a prisão preventiva por este caso também, após “encerrar” o caso sem sequer esperar o resultado do diagnóstico do médico forense da perna amputada, assim o informe que foi apresentado com atraso de 9 meses. Outra coisa que confirma o que estamos afirmando.
A razão pela que Simos fugiu, foi uma ordem de busca e captura contra ele (e também seu irmão Marios Seisidis e o companheiro Grigoris Tsironis, que seguem fugitivos da lei) emitida depois do assalto durante o qual foi detido Giannis Dimitrakis. Sem nenhuma prova substancial, de fato suas relações pessoais e políticas estão sendo criminalizadas, os três companheiros se viram obrigados a fugir, não esperando que os tribunais burgueses, a maquinaria repressiva e os jornalistas, esses papagaios que simplesmente repetem o que diz o Poder, lhes aplicassem sua “justiça”.
Nenhum destes três poderes, judicial, policial e midiático, se precipitou em desmentir algo, todos colaboraram: o primeiro lhes condenou (em ausência) a 7,5 anos de prisão, e isso só pelos delitos menores de todos os sete assaltos, ademais tirando de Simos o direito de apelar contra a decisão do julgamento! O segundo, após colocar um preço enorme por suas cabeças (600.000 euros) tentou matar a Simos. O último, após contribuir durante todos esses anos difundindo informações vindas diretamente da polícia e publicando artigos que cultivavam o medo ao “terrorismo”, de fato apontou a bala que finalmente alcançou seu objetivo.
O companheiro tem mais um outro processo pendente. Se trata de um caso de roubo de armas, sendo que a única prova contra ele é supostamente seu DNA (que aliás foi encontrada em outro lugar, mas isto parece ser de menor importância se tratando de um anarquista procurado). Ultimamente os processos a base do DNA estão muito na moda na Grécia. A polícia grega encontrou uma maneira fácil para culpar a quem quiser, dado que o DNA de cada um de nós pode ser encontrado e transportado a qualquer lugar.
Com outro caso mais (pelo que se poderia ter sido absolvido se não estivesse sendo procurado) pendente, Simos está no momento condenado por dois casos e em prisão preventiva por outros três. Mas a parte jurídica não é a mais substancial de seu caso, ainda que uma descrição de seu caso é necessária pelos companheiros na Grécia ou em outras partes, para ter uma idéia mais clara possível da intensidade do esforço de aniquilar este companheiro, por parte do Estado.
Esperamos que até seu julgamento em 30 de março, a solidariedade seja da mesma intensidade e amplitude. Na Grécia esses últimos dois anos, “o império contra-ataca” Tendo medo das tensões sociais que podem estourar em qualquer momento como causa do ímpeto da crise econômica, o Estado tenta tirar do meio, deste fator que é capaz, com sua consciência política, de converter esta “explosão” em uma revolução: o movimento antiautoritário
Nesse seu esforço, a democracia nem sequer tenta parecer democrática. Manifestantes estão sendo golpeados brutalmente, locais anarquistas se convertem em “pisos francos de bandas armadas”, companheiros estão sendo levados a prisão por “pertencer a uns grupos armados sem nome” e, sem mais, outros são acusados de “terrorismo” porque andavam pela rua ou tomavam café com certas pessoas.
Mas, por desgraça deles, aí onde tentam reprimir um foco de resistência, outros dez novos surgirão. Tentam, por meio do medo, converter às lutas sociais em uma coisa do passado e sem sentido nenhum. É de nosso alcance devolver-lhes o medo em sua cara.
Tentam, por meio da aniquilação exemplar de lutadores presos, deter aos demais para que não resistam. Tentam converter nossos companheiros presos em fantasmas, presentes só na memória de uns poucos amigos e familiares. É de nosso alcance de não deixar esquecidos todos os nossos companheiros. É de nosso alcance tirá-los das mãos do Estado.
NÃO PERMITIREMOS A ANIQUILAÇÃO DE SIMOS SEISIDIS.
Não porque é “inocente”, nem porque foi “castigado” tão brutalmente pelos mecanismos repressores, senão PORQUE É UM LUTADOR.
EXIGIMOS SUA LIBERTAÇÃO IMEDIATA!
Não por “sensibilidade democrática”, nem por humanismo, senão PORQUE É NOSSO COMPANHEIRO.
CHAMAMOS AOS QUE LUTAM, AOS COMPANHEIROS DE TODO O MUNDO A JUNTAR SUAS VOZES COM AS NOSSAS PARA O JULGAMENTO EM 30 DE MARÇO.
Não por compaixão, nem por dever, senão PORQUE SOMOS ANARQUISTAS e A SOLIDARIEDADE É NOSSA ARMA!
agência de notícias anarquistas-ana

[Grécia] Chamado de solidariedade internacional com o preso anarquista Simos Seisidis


Quinta-feira, dia 30 de março de 2011, terá lugar no tribunal de primeira instância o caso dos “assaltantes de negro”. Se trata do caso do assalto ao Banco Nacional na rua Solonos em janeiro de 2006, e seis outros assaltos. É o mesmo caso pelo qual Giannis Dimitrakis foi finalmente condenado a 12,5 anos de prisão no tribunal de apelação. Desta vez o acusado é Simos Seisidis, que esteve procurado durante 4,5 anos. Simos foi detido em 3 de maio de 2010, após um encontro casual com uma patrulha de polícia. Dado que estava sendo procurado não parou quando lhe quiseram pegar, foi perseguido e um policial disparou pelas costas. Ainda que sua vida correu um risco muito grave, sobreviveu, mas a causa da gravidade dos ferimentos levou-lhe a amputar a perna direita.
Entretanto, por este acontecimento, está acusado de tentativa de homicídio do policial que lhe disparou pelas costas atrás de seu carro! De fato a juíza de instrução lhe mandou a prisão preventiva por este caso também, após “encerrar” o caso sem sequer esperar o resultado do diagnóstico do médico forense da perna amputada, assim o informe que foi apresentado com atraso de 9 meses. Outra coisa que confirma o que estamos afirmando.
A razão pela que Simos fugiu, foi uma ordem de busca e captura contra ele (e também seu irmão Marios Seisidis e o companheiro Grigoris Tsironis, que seguem fugitivos da lei) emitida depois do assalto durante o qual foi detido Giannis Dimitrakis. Sem nenhuma prova substancial, de fato suas relações pessoais e políticas estão sendo criminalizadas, os três companheiros se viram obrigados a fugir, não esperando que os tribunais burgueses, a maquinaria repressiva e os jornalistas, esses papagaios que simplesmente repetem o que diz o Poder, lhes aplicassem sua “justiça”.
Nenhum destes três poderes, judicial, policial e midiático, se precipitou em desmentir algo, todos colaboraram: o primeiro lhes condenou (em ausência) a 7,5 anos de prisão, e isso só pelos delitos menores de todos os sete assaltos, ademais tirando de Simos o direito de apelar contra a decisão do julgamento! O segundo, após colocar um preço enorme por suas cabeças (600.000 euros) tentou matar a Simos. O último, após contribuir durante todos esses anos difundindo informações vindas diretamente da polícia e publicando artigos que cultivavam o medo ao “terrorismo”, de fato apontou a bala que finalmente alcançou seu objetivo.
O companheiro tem mais um outro processo pendente. Se trata de um caso de roubo de armas, sendo que a única prova contra ele é supostamente seu DNA (que aliás foi encontrada em outro lugar, mas isto parece ser de menor importância se tratando de um anarquista procurado). Ultimamente os processos a base do DNA estão muito na moda na Grécia. A polícia grega encontrou uma maneira fácil para culpar a quem quiser, dado que o DNA de cada um de nós pode ser encontrado e transportado a qualquer lugar.
Com outro caso mais (pelo que se poderia ter sido absolvido se não estivesse sendo procurado) pendente, Simos está no momento condenado por dois casos e em prisão preventiva por outros três. Mas a parte jurídica não é a mais substancial de seu caso, ainda que uma descrição de seu caso é necessária pelos companheiros na Grécia ou em outras partes, para ter uma idéia mais clara possível da intensidade do esforço de aniquilar este companheiro, por parte do Estado.
Esperamos que até seu julgamento em 30 de março, a solidariedade seja da mesma intensidade e amplitude. Na Grécia esses últimos dois anos, “o império contra-ataca” Tendo medo das tensões sociais que podem estourar em qualquer momento como causa do ímpeto da crise econômica, o Estado tenta tirar do meio, deste fator que é capaz, com sua consciência política, de converter esta “explosão” em uma revolução: o movimento antiautoritário
Nesse seu esforço, a democracia nem sequer tenta parecer democrática. Manifestantes estão sendo golpeados brutalmente, locais anarquistas se convertem em “pisos francos de bandas armadas”, companheiros estão sendo levados a prisão por “pertencer a uns grupos armados sem nome” e, sem mais, outros são acusados de “terrorismo” porque andavam pela rua ou tomavam café com certas pessoas.
Mas, por desgraça deles, aí onde tentam reprimir um foco de resistência, outros dez novos surgirão. Tentam, por meio do medo, converter às lutas sociais em uma coisa do passado e sem sentido nenhum. É de nosso alcance devolver-lhes o medo em sua cara.
Tentam, por meio da aniquilação exemplar de lutadores presos, deter aos demais para que não resistam. Tentam converter nossos companheiros presos em fantasmas, presentes só na memória de uns poucos amigos e familiares. É de nosso alcance de não deixar esquecidos todos os nossos companheiros. É de nosso alcance tirá-los das mãos do Estado.
NÃO PERMITIREMOS A ANIQUILAÇÃO DE SIMOS SEISIDIS.
Não porque é “inocente”, nem porque foi “castigado” tão brutalmente pelos mecanismos repressores, senão PORQUE É UM LUTADOR.
EXIGIMOS SUA LIBERTAÇÃO IMEDIATA!
Não por “sensibilidade democrática”, nem por humanismo, senão PORQUE É NOSSO COMPANHEIRO.
CHAMAMOS AOS QUE LUTAM, AOS COMPANHEIROS DE TODO O MUNDO A JUNTAR SUAS VOZES COM AS NOSSAS PARA O JULGAMENTO EM 30 DE MARÇO.
Não por compaixão, nem por dever, senão PORQUE SOMOS ANARQUISTAS e A SOLIDARIEDADE É NOSSA ARMA!
agência de notícias anarquistas-ana

[França] Apresentação do documentário “México , a céu aberto” em Lille

Date Sun, 20 Mar 2011 20:46:45 +0100


Quarta-feira, 16 de março, no Centro Social Libertário de Lille, na
França, às 19h30, foi apresentado o documentário “O México, a céu aberto”,
do cineasta mexicano Andrés DCO. Organizado pelo Coletivo da Raiva Digna e
o Grupo de Anarquistas de Lille, essa projeção foi precedida de uma
exposição fotográfica de alguns movimentos sociais da América Latina
(Panamá e México, principalmente) e uma pequena conversa com o próprio
diretor.

Além de mostrar a paisagem desoladora e os terríveis efeitos ambientais,
deixadas de rastro pelas mineradoras transnacionais, especialmente as
canadenses que se estabeleceram no México, bem como várias formas de
organização social e de resistência; o filme é um tributo a Betty Cariño,
que foi membro e coordenadora da Rede Mexicana de Afetados pela Mineração
(REMA) e assassinada em março de 2010, no estado de Oaxaca, e a Mariano
Abarca Roblero, membro da REMA-Chiapas, morto em Chicomiselo, Chiapas, por
funcionários da mineradora canadense Blackfire, em 27 de novembro de 2009.

agência de notícias anarquistas-ana

Supermercado é expropriado em La Corunha, na Espanha

 
O Komando Robin Hood reivindicou, mediante um comunicado postado na internet nesta quarta-feira (16 de março), a expropriação e distribuição de numerosos produtos de um supermercado em 7 de março na cidade espanhola de La Corunha.
O grupo, com aproximadamente oito pessoas disfarçadas com máscaras do filme Scream, penetrou num supermercado na rua central de Beiramar e encheu as suas bolsas de produtos, saindo posteriormente correndo em direção à Rua Sam Joam.
Antes de ir embora, os saqueadores lançaram panfletos reivindicativos perante o atônito olhar dos clientes e empregados.
Comunicado:
Desde o BOSQUE de Sherwood…
Neste mundo onde a propriedade privada está por cima do direito a uma vida digna, onde se valoriza mais a defesa dos bens e produtos que cobrir as necessidades básicas das pessoas. São o lucro e a mercadoria os altares onde sacrificamos dia-a-dia a nossa existência. É o dinheiro o único deus que marca os nossos destinos, e aqueles destinos que não tenham ao seu favor estão condenados à miséria.
Fartos da lógica econômica que abençoa uns com a riqueza, enquanto outros sofrem as privações. Expropriamos este supermercado como uma ação anticapitalista e autônoma, repartindo a abundância que a desigualdade criou.
Desde a nossa humilde posição decidimos compensar ainda que só seja numa ínfima parte a injusta balança com a qual esta sociedade nos mede, expropriando um dos templos do consumo para reparti-lo entre aqueles que o precisam.
Se a crise agudiza as diferenças, a ação direta ajudará a mitigá-las. Se os de cima pensam que vamos ser nós os que paguemos a sua crise, encontrarão sempre com a ação autônoma dos explorados.
Atenciosamente: Komando Robin Hood
agência de notícias anarquistas-ana

[Espanha] II Concurso de Desenho Antiespecista

Começou o II Concurso de Desenhos Antiespecistas. Este projeto, em grande parte tem sido possível graças às colaborações de vários grupos de música, coletivos, distribuidoras…

Estreamos um site para o concurso. Lá dentro encontrará toda a informação necessária para concorrer (como fazer os desenhos, colaborações, objetivos, prêmios…). Inscrições até 23 de abril de 2011.

Também poderá ver e baixar todos os desenhos do I Concurso.

Anime-se para participar com seus desenhos!

Desperte sua mente – Pense, crie e difunda!

Mande seus desenhos a:

› concurso@resistenciavegana.es

› info@resistenciavegana.es

Mais infos:

› http://www.concurso.resistenciavegana.es/

agência de notícias anarquistas-ana

Anarquistas da Indonésia pedem solidariedade

Desde 2007, um grupo de anarquistas está participando de uma luta camponesa em Yogyakarta, um “território especial” no centro de Java, na Indonésia. Na zona costeira de Kulon Progo, os agricultores resistem a uma mineradora de ferro e uma industrialização crescente, que ameaça a sua terra e sua existência. Foram organizados na PPLP-KP (Associação de Produtores Costeiros, Kulon Progo) diferentes batalhas contra os poderes econômicos. Várias vezes, milhares de agricultores se uniram de forma combativa para enfrentar os investidores.

Yogyakarta é considerado um território especial e tem leis diferentes, por seu papel histórico do reino de Java. No momento, um conflito entre o governo local e o estado central está criando obstáculos à exploração econômica da área, visto que o sultão de Yogyakarta luta por mais autonomia local. Liberais e ONGs consideram o sultão como o mais democrático das autoridades públicas, embora, obviamente, nada é mais do que um jogo de poder. Se ganhar o sultão, os agricultores serão igualmente explorados, uma vez que a empresa local de minério de ferro, Ferro Jogja Magasa, pertence a sua filha.

Até agora, a polícia e o exército não foram motivados a reprimir a luta campesina com todas as suas forças, porque ainda não apareceu o dinheiro para pagar as suas propinas, visto que o conflito político não está resolvido e a resistência camponesa abalou grande parte da possível inversão econômica.

Os grandes investidores são empresas japonesas e uma importante empresa australiana, Kimberly Diamond, que em seus projetos na Indonésia se chama Indomines. Apesar da resistência, os planos de desenvolvimento seguem, porque a mineradora de ferro é apenas um pré-requisito para outros mega projetos. A área de Kulon Progo é vista como economicamente estratégica para o desenvolvimento industrial e penetração de mineradoras em toda a Java central. É por isso que o Estado pretende construir uma estrada, aeroporto e mais infra-estrutura no território, os quais tais projetos seriam financiados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento (Asian Development Bank).

Tentam criminalizar a luta dos camponeses, mas ainda não conseguiram impor a lei de seus tribunais. Os agricultores não respeitam as leis e, de acordo com companheiros de lá, “os camponeses vêem toda a lei como a língua do inimigo”. Tampouco confiam nas ONGs e nos esquerdistas, que sempre tentam se infiltrar na sua luta, e várias vezes chegaram pessoas da esquerda em suas assembléias. Com os anarquistas, pelo contrário, têm bons relacionamentos. Juntos criaram um centro social, Gerbong Revolusi (que tem uma biblioteca, estação de rádio, espaço infantil e espaço para assembléias e repouso). Também coordenaram uma rede de solidariedade com os anarquistas na Austrália e estabeleceu uma rádio comunitária.

Para obter mais informações, leia (em Inglês):

› http://hidupbiasa.blogspot.com/2009/12/tale-of-sand.html

Atualidades:

Quinta-feira, 24 de fevereiro. A empresa mineradora tentou reabrir seu escritório e as suas operações, que em dezembro passado os camponeses haviam fechado e destruído. Falhou, e os locais estão fechados.

Segunda-feira, 28 de fevereiro. A Ferro Jogja Magasa e alguns investidores japoneses não vieram para uma reunião, ao redor da mina.

Quarta-feira, 2 de março. Nove carros da polícia fortemente armada passou pelo projeto.

Quarta-feira, 7 de março. 31 caminhões da polícia, 700 da Brigada Policial Móvel, com canhão de água, veículos especiais para os detidos, cães da polícia, armas de gás lacrimogêneo e armas militares, ocuparam a cidade.

Chamamos a solidariedade urgente!

agência de notícias anarquistas-ana

[EUA] Anarquistas realizam ações contra a polícia em Seattle


A noite do último sábado de fevereiro, dia 26, em Seattle, esteve iluminada pela voz e o fogo de um grupo de aproximadamente 30 anarquistas, que totalmente vestidos de negro, encapuzados, portando faixas e bandeiras combinando com suas roupas, protagonizaram uma série de distúrbios no centro da cidade. Os rebeldes usaram foguetes pirotécnicos, bengalas e extintores, pedras, e mesmo paus de suas bandeiras contra diversos objetivos.
Atacaram várias entidades financeiras e locais de grandes empresas, além de queimar fogos de artifício em alguns carros dos guarda-costas. Foram realizadas diferentes pichações e lançados cerca de mil panfletos.. Tudo isso foi realizado entre múltiplos gritos como “No justice, no peace!” (Sem justiça não haverá paz).
Uma vez dispersa a massa revoltada três pessoas foram detidas nas horas seguintes à ofensiva, e pese as que foram postas em liberdade um pouco depois, ainda se encontram a espera de julgamento. Elas foram acusadas de vários delitos, entre outros: distúrbios e obstrução do tráfico de carros.
A ação do bloco negro começou na esquina das ruas Boren e Howell. Para aqueles que não sabem, devido ao silêncio sepulcral dos meios de “informação”, a escolha deste lugar longe de ter sido uma simples casualidade, teve um forte fundo simbólico. Foi nesta rua que durante o mês de agosto do ano passado um indígena estadunidense de 50 anos de idade, que tinha problemas com álcool e trabalhava como talhador de madeira, foi abatido a sangue frio por um agente de polícia.
O homem, chamado John T. Williams, regressava a sua casa à noite, depois de terminar sua jornada de trabalho. Portava nas mãos um pedaço de madeira e uma navalha que usava para entalhar. Foi abordado por um carro de polícia do qual saiu um agente empunhando sua pistola, ordenando que ele atirasse a arma (sua navalha) ao chão e se deitasse no solo. John, que tinha problemas de surdez em função de sua avançada idade, não ouviu a primeira advertência do policial e depois de somente poucos segundos, o agente da lei abriu fogo contra o pobre homem que morreu instantaneamente por causa dos disparos.
Convém destacar que as investigações, fotografias, gravações em vídeo e outros dados posteriores ao assassinato corroboraram que o indígena não só portava a navalha porque era uma ferramenta essencial de seu emprego e, além do mais, comprovam que ela estava fechada quando o policial lhe atingiu.
O fato de John portar uma navalha foi uma mera desculpa para que o bastardo policial miserável, à serviço do Estado, pudesse saciar sua sede de sangue naquela noite.
Obviamente, o assassino não foi condenado, a farda é um escudo impenetrável para as leis burguesas e na terra do Tio Sam eles sabem disso mais do que ninguém. O juiz determinou que não poderia punir ao policial responsável pelo assassinato porque não havia sido provado que o agente tivesse “atuado com malícia”.
Por isso, esta noite foi realizada uma ofensiva sob o nome de “anti-cop action” (ação anti-policial), que devolveu aos bastardos o produto de sua opulência e de seu abuso de poder.
Morte ao Estado. Polícia assassina!
Tradução > Juvei
agência de notícias anarquistas-ana

[Polónia] Ativista de moradia encontrada morta em Varsóvia

Date Sat, 12 Mar 2011 12:35:27 +0100
Em 7 de março, a ZSP-AIT, federação anarcossindicalista polonesa,
descobriu que uma dos membros mais ativos do movimento por moradia,
Jolanta Brzeska, foi encontrada morta em um bosque. Seu corpo tinha sido
queimado e ficado irreconhecível. Jolanta foi queimada viva.

Jola tinha 64 anos de idade. Ela foi umas das fundadoras da Associação de
Moradoras(es) de Varsóvia, uma boa palestrante e uma ativista comprometida
que ia a todas as manifestações, que impedia despejos e aconselhava
outros(as) inquilinos(as). Ela estava envolvida em uma batalha com o mais
notório senhorio de Varsóvia, Marek Mossokowski, e era a última inquilina
restante de um imóvel valioso no momento de sua morte.

Jola vivia em um prédio que tinha sido moradia pública mas que foi
privatizado. A área em que ela vivia era atraente para empresários, que
construíram uma luxuosa moradia ao lado de seu prédio, onde os
apartamentos custam 5.000 euros por metro quadrado. Sua provação começou
em 27 de abril de 2006, quando um grupo de 10 pessoas bateu em sua porta.
Foi assim que ela descobriu como seu apartamento, que era moradia pública,
tinha caído em mãos privadas.

Este tipo de notícia chocante foi recebida por milhares de pessoas em
Varsóvia já que é a política da cidade não informar à(ao) inquilina(o)
quando compram a escritura de sua casa ou até mesmo informar que ela foi
privatizada. Muitas pessoas, se não a maioria, fica sabendo disso depois
do ocorrido[1].

Entre as pessoas deste grupo estava Marek Mossakowski, um empresário tão
notório que até mesmo os arquitetos neoliberais da privatização o
condenam. O passatempo de Mossakowski é comprar escrituras de imóveis. Há
alguns anos atrás, era bastante difícil para pessoas que tinham casas
antes da guerra ou suas descendentes retomarem a propriedade que foi
comunalizada depois da guerra. É por isso que algumas pessoas com
escrituras que não têm valor legal as estavam vendendo. Mossakowski é
conhecido por ter comprado escrituras imobiliárias por 50 zloty (12,50
euros) de propriedades pelas quais mais tarde ele tentou conseguir 1,25
milhões de euros[2]. Ele adquiriu escrituras de muitas propriedades sob
circunstâncias obscuras[3].

Este especulador é conhecido por suas táticas inescrupulosas para retirar
as pessoas de seus apartamentos. Se elas não se assustarem com suas
tentativas iniciais, frequentemente ilegais, de impor aluguéis gigantescos
e “taxas” a elas, outros métodos têm início. No caso da casa de Jola,
alguns dias depois desta visita inicial, as(os) moradoras(es) receberam
uma carta. Nela ele alegava que, como a propriedade foi transferida,
todas(os) eram habitantes “ilegais” do prédio. (Esta foi uma violação
direta da lei que diz que, se ele quer chutar alguém para fora, teria que
dar um aviso prévio de 3 anos, ou lhe dar uma moradia substituta). Já que
ele considerava que estavam lá “ilegalmente”, ele exigia que pagassem
“danos” adicionais a ele, totalizando quase 500 euros por mês.

Jola sabia que isso era ilegal e se recusou a pagar. Como muitas pessoas
em sua situação, seu aluguel agora era muito maior que sua renda. (Mais
recentemente, ela recebia por volta de 350 euros por mês). Foi então que
todo tipo de assédio começou. Mossakowski até tentou invadir sua casa e
registrá-la como sendo o seu local de moradia.

Diferentemente de Jola, que não conseguiu um apartamento substituto da
prefeitura, o milionário Mossakowski, dono de imóveis por todo o
município, é inquilino de uma moradia municipal. (Ninguém sabe se ele
realmente mora lá, mas ele tem o apartamento).

Apesar da prefeitura estar privatizando a moradia, ela raramente provém
os(as) antigos(as) moradores(as) com apartamentos substitutos. (No ano
passado, foram distribuídos apenas 90). Quando as pessoas estão em tal
situação, a cidade olha para a sua renda e, como os critérios são baixos
demais, muitas pessoas, mesmo aposentadas, não podem receber moradia
pública. Os burocratas encarregados de destruírem o sistema de moradia
pública procuram por qualquer razão para negar moradia, frequentemente
quebrando todas as regras. No caso de Jola, lhe negaram o direito porque
sua filha tinha um apartamento. Apesar disto não dever ter nenhuma
influência, nós sabemos que a prefeitura às vezes diz para as pessoas que
perderam seus apartamentos e se inscreveram para receber um substituto que
elas podem viver com parentes – mesmo sendo em outras cidades.

Jola estava enfurecida com sua situação e decidiu contra-atacar. No
movimento por moradia, ela lutou por uma mudança nessa política, para que
outras pessoas não tivessem que passar pelo que ela estava passando.

Apesar do fato de seu caso ainda estar em julgamento, Mossakowski disse a
ela lhe devia mais de 20.000 euros. No momento de sua morte, ela era a
última inquilina remanescente naquela casa.

A filha de Jola relatou que ela tinha desaparecido em circunstâncias muito
misteriosas. Depois de alguns dias lhe disseram que um corpo queimado foi
encontrado no bosque na mesma data que Jola desapareceu. Ele estava
irreconhecível, mas alguns objetos que ela tinha consigo não tinham sido
destruídos, incluindo as chaves de sua casa, seus óculos e seu aparelho
para surdez.

Ninguém sabe ao certo se a polícia tem interesse em investigar este caso.
Apesar de tudo indicar que Jola foi assassinada de uma maneira incomumente
brutal, a polícia tentou apresentar “teorias alternativas” como suicídio
ou que talvez Jola fosse “membro de um culto”. Não está claro se há algum
motivo especial para estarem gerando estas “teorias alternativas”.

Uma coisa é certa: as pessoas envolvidas no movimento por moradia culpam a
situação da má política de moradia que deixa inquilinas(os) à mercê de
especuladores e empresários inescrupulosos. Nós juramos não esquecer a
provação de Jola e sua contribuição à luta que continuaremos com mais
determinação do que nunca. Não perdoaremos, não esqueceremos!

ZSP-AIT Varsóvia

[1] É por isso que nós conseguimos e publicamos documentação compilada
pela prefeitura e notificamos e reunimos aquelas(es) que podem ser
afetadas(os).

[2] Veja:
http://warszawa.gazeta.pl/warszawa/1,34889,7958665,Mial_tylko_50_zl__teraz_ma_kamienice.html#ixzz1G1OpNKlu

[3] Nós conseguimos pela primeira vez em Varsóvia bloquear uma tentiva
ilegal de privatização. Mossakowski também esteve envolvido nessa estória.

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