Processados dois ativistas por investigar fazendas de peles na Suécia


[Os ativistas Malin Gustafsson e Björn Gustafsson, que trouxeram à tona as irregularidades de 100 explorações suinícolas, poderão arcar com uma multa de 100.000 euros.]

Em novembro de 2009, o grupo Aliança de Direito dos Animais da Suécia tornou públicas algumas fotografias e gravações, de 100 granjas suinícolas suecas.

Uma das propriedades visitadas – Blackstaby – pertence ao ex-presidente da associação da indústria de carnes: “Swedish Meats” (Carnes Suecas). “Produzimos um informe sobre essa granja e outras 91 que não cumpriram os requisitos mínimos ou regras de bem-estar animal”, diz os ativistas.

Apesar de horas de gravações, 400 fotografias, veterinários apoiando o caso e duas pessoas testemunharem o que havia sido documentado na granja, o proprietário não foi processado. Não só isso, os dois ativistas agora estão sendo envolvidos em um processo legal por entrarem na fazenda e gravar as condições em que viviam os animais que ali se encontravam. O proprietário pediu mais 100.000 euros.

“A indústria da carne tenta assustar-nos para nos silenciar.. Ameaçam-nos com grandes somas de dinheiro, mas vamos continuar expondo o abuso de animais”, conta os ativistas.

Foi criada uma página eletrônica de apoio com informações:

› www.grisvittnena.se

agência de notícias anarquistas-ana

Bloco libertário protesta contra o governo croata


Por iniciativa do movimento anarco-sindicalista croata, os cidadãos têm sido chamados a participar de protestos em massa contra a política econômica e social do governo, formando um bloco libertário. As manifestações organizadas em várias cidades da Croácia contaram com a participação de centenas de pessoas.
Cerca de trezentas pessoas, principalmente jovens, se reuniram por volta das 19 horas na cidade croata de Rijeka, onde, com faixas e bandeiras, pediram a renúncia do governo.
Para o partido no poder, o HDZ, e a oposição liderada pelo SDP, foi enviada uma única mensagem – “Ladrões!” – palavra cantada repetidamente, simplesmente mudando o nome do partido..
A polícia não interveio, porém não houve chamada de alerta às autoridades, já que estas “não alertam sobre a destruição da indústria, emprego, o saque de todo o país, bem como uma redução dos padrões de vida e dignidade dos cidadãos, pelo que não vamos alertar sobre a resistência”, como se afirmava durante o protesto.
O objetivo da ação, de acordo com os organizadores da cidade de Rijeka, é principalmente impedir novos cortes nos direitos sociais.
Os protestos em Rijeka, como em toda a Croácia, organizados em um bloco libertário, vão sendo harmonizados e coordenados para convocá-los em todo o país no mesmo dia. O próximo protesto é provável na próxima terça-feira.
O número de manifestantes – cerca de dez mil – foram convocados em Zagreb. Em Varaždin, cerca de duas mil pessoas. Em Zadar, e em Slavonski Brod, se reuniu cerca de uma centena de pessoas. Em um protesto “contra o poder” na cidade de Split, segundo informou a polícia, era de 500 a 600 pessoas. Em Osijek, reuniu-se cerca de mil pessoas, que exigiam a renúncia do governo. As manifestações também foram realizadas em Koprivnica e Virovitica.
agência de notícias anarquistas-ana

[Brasil] CINECLUBE TERRA LIVRE sessão de cinema mensal gratuita com temática anarquista


Date Sat, 12 Mar 2011 12:32:48 +0100



A Biblioteca Terra Livre tem o prazer de anunciar o início das atividades do
CINECLUBE TERRA LIVRE. Trata-se de uma parceria com o Centro Cineclubista de
São Paulo – http://centrocineclubista.blogspot.com/

A partir de março de 2011 o CINECLUBE TERRA LIVRE relizará uma sessão de
cinema mensal gratuita com temática anarquista seguida de debate. No
primeiro semestre realizaremos a Mostra “Películas Negras”: Produção
Cinematográfica
Anarquista.

O objetivo central desta mostra é resgatar parte de história do cinema que
foi escamoteada por muitos anos. Pretendemos apresentar e retomar a discussão
da produção cinematográfica anarquista.

Anarquistas se aventuraram a produzir filmes em diferentes países e em
diversos períodos históricos. Pretendemos traçar um panorama dessa
produção, trazendo o anarquismo não somente como tema dos filmes, mas como
idéia que orientou a organização e realização dos filmes, pensando na
propaganda e se valendo da autogestão como meio de produção.

Além disso, pretendemos criar um espaço permanente de reflexão e discussão
sobre a estética anarquista e como os anarquistas utilizaram a linguagem do
cinema para se expressar.

Para tanto, fizemos a seleção de alguns filmes que dialogam com esta
proposta.

DATAS:
Domingos – 18h

* 20/03 ? Cinema do Povo (1914)

* 17/04 ? Jean Vigo (1933)

* 15/05 ? Revolução Espanhola (1936 ? 1939)

* 12/06 – La Cecilia (1976)


LOCAL: CECISP ? Centro Cineclubista de São Paulo

Rua Augusta, 1239, sala 13 ? São Paulo

Próximo ao Metrô Consolação

Entrada Gratuita


CINECLUBE TERRA LIVRE

http://bibliotecaterralivre.wordpress.com
bibliotecaterralivre@gmail.com


***

MOSTRA PELÍCULAS NEGRAS: PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA ANARQUISTA


SESSÃO 1: 20/03 – CINEMA DO POVO

Na sessão de inauguração do CINECLUBE TERRA LIVRE serão exibidos filmes
silenciosos realizados pelo grupo anarquista Cinema do Povo na década de 1910
na França.

A COMUNA (La Commune)
França, 1914, 35mm, preto e branco, 22min
cp: Cinéma du Peuple; d e r: Armand Guerra; e: Armand Guerra


AS MISÉRIAS DA AGULHA (Les misères de l?aiguille)
França, 1914, 35mm, preto e branco, 13min
cp: Cinéma du Peuple; d: Raphäel Clamour; e: Jeanne Roques, Lina Clamour,
Gaget, Michelet, Armand Guerra


O VELHO DOQUEIRO (Le Vieux docker)
França, 1914, 35mm, preto e branco, 5min
cp: Cinéma du Peuple; d: Armand Guerra; r: Yves-Marie Bidamant, Charles
Marck;
e: Armand Guerra



Também serão exibidos dois filmes realizados por grandes estúdios de cinema
comerciais do início do século XX que criticam e combatem o anarquismo.


ASSASSINATO DO MINISTRO PLEHVE (GRÃO DUQUE SERGE)
Assassinat du ministre Plehve (grand duc Serge)
França, 1904, 35mm, preto e branco, 1min16
cp: Pathé; d: Lucien Nonguet


A TERRORISTA (La Terroriste)
França, 1907, 35mm, tingido, 11min20
cp: Gaumont

Biblioteca Terra Livre
http://bibliotecaterralivre.wordpress.com
bibliotecaterralivre@gmail.com

Enderço posta/Postal address:

Caixa Postal 195
São Paulo – SP – Brasil
01031-970

[Reino Unido] Anarquistas ocupam mansão londrina do filho de Gaddafi

Date Mon, 14 Mar 2011 22:51:30 +0100
A casa em Londres de um dos filhos do líder e tirano líbio Muammar
Gaddafi, Saif al Islam, foi ocupada por um grupo de aproximadamente 20
anarquistas nesta quarta-feira (9).

Os membros do grupo informaram que invadiram a casa em estilo neogeorgiano
de nove quartos, cinco salas, piscina, jacuzzi e cinema, localizada em
Hampstead Garden, norte de Londres, para exigir que a propriedade seja
transferida para o povo da Líbia. O imóvel está avaliado em 19 milhões de
dólares.

“Estamos ocupando esta casa em solidariedade ao povo que combate na Líbia,
e pretendemos mantê-la até que possa ser devolvida ao povo líbio e não
desapareça nos bolsos dos governos ou corporações”.

?Quando descobrimos que um dos mais brutais ditadores do mundo possuía uma
casa em Londres, nos pareceu lógico ocupá-la em nome do povo da Líbia?,
disse o grupo, emendando: ?Não acreditamos que o governo britânico vá
devolver essa casa para o povo líbio porque ele tem uma longa história de
ajuda ao regime de Gaddafi?.

Os ativistas penduraram faixas sobre o telhado da mansão de tijolos
aparentes, pedindo a Gaddafi que fique “fora da Líbia”, “fora de Londres”
e ?Solidariedade?.

O grupo, que se intitula ?Derrubem os Tiranos?, passou a dividir a
ocupação com manifestantes do coletivo Campanha Líbia-Britânica de
Solidariedade (BLSC). Mas ?agora a coisa mais apropriada é deixar o espaço
nas mãos dos grupos da Líbia para que eles decidam o que fazer no futuro
com o local?, comentou um ativista.

Mensagens de apoio:

? topplethetyrants@hotmail.com

Vídeo da ocupação:

? http://www.youtube.com/watch?v=4j-MYGFDrys

[França] Apresentação do documentário “México , a céu aberto” em Lille

Date Sun, 20 Mar 2011 20:46:45 +0100


Quarta-feira, 16 de março, no Centro Social Libertário de Lille, na
França, às 19h30, foi apresentado o documentário “O México, a céu aberto”,
do cineasta mexicano Andrés DCO. Organizado pelo Coletivo da Raiva Digna e
o Grupo de Anarquistas de Lille, essa projeção foi precedida de uma
exposição fotográfica de alguns movimentos sociais da América Latina
(Panamá e México, principalmente) e uma pequena conversa com o próprio
diretor.

Além de mostrar a paisagem desoladora e os terríveis efeitos ambientais,
deixadas de rastro pelas mineradoras transnacionais, especialmente as
canadenses que se estabeleceram no México, bem como várias formas de
organização social e de resistência; o filme é um tributo a Betty Cariño,
que foi membro e coordenadora da Rede Mexicana de Afetados pela Mineração
(REMA) e assassinada em março de 2010, no estado de Oaxaca, e a Mariano
Abarca Roblero, membro da REMA-Chiapas, morto em Chicomiselo, Chiapas, por
funcionários da mineradora canadense Blackfire, em 27 de novembro de 2009.

agência de notícias anarquistas-ana

Supermercado é expropriado em La Corunha, na Espanha

 
O Komando Robin Hood reivindicou, mediante um comunicado postado na internet nesta quarta-feira (16 de março), a expropriação e distribuição de numerosos produtos de um supermercado em 7 de março na cidade espanhola de La Corunha.
O grupo, com aproximadamente oito pessoas disfarçadas com máscaras do filme Scream, penetrou num supermercado na rua central de Beiramar e encheu as suas bolsas de produtos, saindo posteriormente correndo em direção à Rua Sam Joam.
Antes de ir embora, os saqueadores lançaram panfletos reivindicativos perante o atônito olhar dos clientes e empregados.
Comunicado:
Desde o BOSQUE de Sherwood…
Neste mundo onde a propriedade privada está por cima do direito a uma vida digna, onde se valoriza mais a defesa dos bens e produtos que cobrir as necessidades básicas das pessoas. São o lucro e a mercadoria os altares onde sacrificamos dia-a-dia a nossa existência. É o dinheiro o único deus que marca os nossos destinos, e aqueles destinos que não tenham ao seu favor estão condenados à miséria.
Fartos da lógica econômica que abençoa uns com a riqueza, enquanto outros sofrem as privações. Expropriamos este supermercado como uma ação anticapitalista e autônoma, repartindo a abundância que a desigualdade criou.
Desde a nossa humilde posição decidimos compensar ainda que só seja numa ínfima parte a injusta balança com a qual esta sociedade nos mede, expropriando um dos templos do consumo para reparti-lo entre aqueles que o precisam.
Se a crise agudiza as diferenças, a ação direta ajudará a mitigá-las. Se os de cima pensam que vamos ser nós os que paguemos a sua crise, encontrarão sempre com a ação autônoma dos explorados.
Atenciosamente: Komando Robin Hood
agência de notícias anarquistas-ana

[Espanha] II Concurso de Desenho Antiespecista

Começou o II Concurso de Desenhos Antiespecistas. Este projeto, em grande parte tem sido possível graças às colaborações de vários grupos de música, coletivos, distribuidoras…

Estreamos um site para o concurso. Lá dentro encontrará toda a informação necessária para concorrer (como fazer os desenhos, colaborações, objetivos, prêmios…). Inscrições até 23 de abril de 2011.

Também poderá ver e baixar todos os desenhos do I Concurso.

Anime-se para participar com seus desenhos!

Desperte sua mente – Pense, crie e difunda!

Mande seus desenhos a:

› concurso@resistenciavegana.es

› info@resistenciavegana.es

Mais infos:

› http://www.concurso.resistenciavegana.es/

agência de notícias anarquistas-ana

Anarquistas da Indonésia pedem solidariedade

Desde 2007, um grupo de anarquistas está participando de uma luta camponesa em Yogyakarta, um “território especial” no centro de Java, na Indonésia. Na zona costeira de Kulon Progo, os agricultores resistem a uma mineradora de ferro e uma industrialização crescente, que ameaça a sua terra e sua existência. Foram organizados na PPLP-KP (Associação de Produtores Costeiros, Kulon Progo) diferentes batalhas contra os poderes econômicos. Várias vezes, milhares de agricultores se uniram de forma combativa para enfrentar os investidores.

Yogyakarta é considerado um território especial e tem leis diferentes, por seu papel histórico do reino de Java. No momento, um conflito entre o governo local e o estado central está criando obstáculos à exploração econômica da área, visto que o sultão de Yogyakarta luta por mais autonomia local. Liberais e ONGs consideram o sultão como o mais democrático das autoridades públicas, embora, obviamente, nada é mais do que um jogo de poder. Se ganhar o sultão, os agricultores serão igualmente explorados, uma vez que a empresa local de minério de ferro, Ferro Jogja Magasa, pertence a sua filha.

Até agora, a polícia e o exército não foram motivados a reprimir a luta campesina com todas as suas forças, porque ainda não apareceu o dinheiro para pagar as suas propinas, visto que o conflito político não está resolvido e a resistência camponesa abalou grande parte da possível inversão econômica.

Os grandes investidores são empresas japonesas e uma importante empresa australiana, Kimberly Diamond, que em seus projetos na Indonésia se chama Indomines. Apesar da resistência, os planos de desenvolvimento seguem, porque a mineradora de ferro é apenas um pré-requisito para outros mega projetos. A área de Kulon Progo é vista como economicamente estratégica para o desenvolvimento industrial e penetração de mineradoras em toda a Java central. É por isso que o Estado pretende construir uma estrada, aeroporto e mais infra-estrutura no território, os quais tais projetos seriam financiados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento (Asian Development Bank).

Tentam criminalizar a luta dos camponeses, mas ainda não conseguiram impor a lei de seus tribunais. Os agricultores não respeitam as leis e, de acordo com companheiros de lá, “os camponeses vêem toda a lei como a língua do inimigo”. Tampouco confiam nas ONGs e nos esquerdistas, que sempre tentam se infiltrar na sua luta, e várias vezes chegaram pessoas da esquerda em suas assembléias. Com os anarquistas, pelo contrário, têm bons relacionamentos. Juntos criaram um centro social, Gerbong Revolusi (que tem uma biblioteca, estação de rádio, espaço infantil e espaço para assembléias e repouso). Também coordenaram uma rede de solidariedade com os anarquistas na Austrália e estabeleceu uma rádio comunitária.

Para obter mais informações, leia (em Inglês):

› http://hidupbiasa.blogspot.com/2009/12/tale-of-sand.html

Atualidades:

Quinta-feira, 24 de fevereiro. A empresa mineradora tentou reabrir seu escritório e as suas operações, que em dezembro passado os camponeses haviam fechado e destruído. Falhou, e os locais estão fechados.

Segunda-feira, 28 de fevereiro. A Ferro Jogja Magasa e alguns investidores japoneses não vieram para uma reunião, ao redor da mina.

Quarta-feira, 2 de março. Nove carros da polícia fortemente armada passou pelo projeto.

Quarta-feira, 7 de março. 31 caminhões da polícia, 700 da Brigada Policial Móvel, com canhão de água, veículos especiais para os detidos, cães da polícia, armas de gás lacrimogêneo e armas militares, ocuparam a cidade.

Chamamos a solidariedade urgente!

agência de notícias anarquistas-ana

[EUA] Anarquistas realizam ações contra a polícia em Seattle


A noite do último sábado de fevereiro, dia 26, em Seattle, esteve iluminada pela voz e o fogo de um grupo de aproximadamente 30 anarquistas, que totalmente vestidos de negro, encapuzados, portando faixas e bandeiras combinando com suas roupas, protagonizaram uma série de distúrbios no centro da cidade. Os rebeldes usaram foguetes pirotécnicos, bengalas e extintores, pedras, e mesmo paus de suas bandeiras contra diversos objetivos.
Atacaram várias entidades financeiras e locais de grandes empresas, além de queimar fogos de artifício em alguns carros dos guarda-costas. Foram realizadas diferentes pichações e lançados cerca de mil panfletos.. Tudo isso foi realizado entre múltiplos gritos como “No justice, no peace!” (Sem justiça não haverá paz).
Uma vez dispersa a massa revoltada três pessoas foram detidas nas horas seguintes à ofensiva, e pese as que foram postas em liberdade um pouco depois, ainda se encontram a espera de julgamento. Elas foram acusadas de vários delitos, entre outros: distúrbios e obstrução do tráfico de carros.
A ação do bloco negro começou na esquina das ruas Boren e Howell. Para aqueles que não sabem, devido ao silêncio sepulcral dos meios de “informação”, a escolha deste lugar longe de ter sido uma simples casualidade, teve um forte fundo simbólico. Foi nesta rua que durante o mês de agosto do ano passado um indígena estadunidense de 50 anos de idade, que tinha problemas com álcool e trabalhava como talhador de madeira, foi abatido a sangue frio por um agente de polícia.
O homem, chamado John T. Williams, regressava a sua casa à noite, depois de terminar sua jornada de trabalho. Portava nas mãos um pedaço de madeira e uma navalha que usava para entalhar. Foi abordado por um carro de polícia do qual saiu um agente empunhando sua pistola, ordenando que ele atirasse a arma (sua navalha) ao chão e se deitasse no solo. John, que tinha problemas de surdez em função de sua avançada idade, não ouviu a primeira advertência do policial e depois de somente poucos segundos, o agente da lei abriu fogo contra o pobre homem que morreu instantaneamente por causa dos disparos.
Convém destacar que as investigações, fotografias, gravações em vídeo e outros dados posteriores ao assassinato corroboraram que o indígena não só portava a navalha porque era uma ferramenta essencial de seu emprego e, além do mais, comprovam que ela estava fechada quando o policial lhe atingiu.
O fato de John portar uma navalha foi uma mera desculpa para que o bastardo policial miserável, à serviço do Estado, pudesse saciar sua sede de sangue naquela noite.
Obviamente, o assassino não foi condenado, a farda é um escudo impenetrável para as leis burguesas e na terra do Tio Sam eles sabem disso mais do que ninguém. O juiz determinou que não poderia punir ao policial responsável pelo assassinato porque não havia sido provado que o agente tivesse “atuado com malícia”.
Por isso, esta noite foi realizada uma ofensiva sob o nome de “anti-cop action” (ação anti-policial), que devolveu aos bastardos o produto de sua opulência e de seu abuso de poder.
Morte ao Estado. Polícia assassina!
Tradução > Juvei
agência de notícias anarquistas-ana

[Polónia] Ativista de moradia encontrada morta em Varsóvia

Date Sat, 12 Mar 2011 12:35:27 +0100
Em 7 de março, a ZSP-AIT, federação anarcossindicalista polonesa,
descobriu que uma dos membros mais ativos do movimento por moradia,
Jolanta Brzeska, foi encontrada morta em um bosque. Seu corpo tinha sido
queimado e ficado irreconhecível. Jolanta foi queimada viva.

Jola tinha 64 anos de idade. Ela foi umas das fundadoras da Associação de
Moradoras(es) de Varsóvia, uma boa palestrante e uma ativista comprometida
que ia a todas as manifestações, que impedia despejos e aconselhava
outros(as) inquilinos(as). Ela estava envolvida em uma batalha com o mais
notório senhorio de Varsóvia, Marek Mossokowski, e era a última inquilina
restante de um imóvel valioso no momento de sua morte.

Jola vivia em um prédio que tinha sido moradia pública mas que foi
privatizado. A área em que ela vivia era atraente para empresários, que
construíram uma luxuosa moradia ao lado de seu prédio, onde os
apartamentos custam 5.000 euros por metro quadrado. Sua provação começou
em 27 de abril de 2006, quando um grupo de 10 pessoas bateu em sua porta.
Foi assim que ela descobriu como seu apartamento, que era moradia pública,
tinha caído em mãos privadas.

Este tipo de notícia chocante foi recebida por milhares de pessoas em
Varsóvia já que é a política da cidade não informar à(ao) inquilina(o)
quando compram a escritura de sua casa ou até mesmo informar que ela foi
privatizada. Muitas pessoas, se não a maioria, fica sabendo disso depois
do ocorrido[1].

Entre as pessoas deste grupo estava Marek Mossakowski, um empresário tão
notório que até mesmo os arquitetos neoliberais da privatização o
condenam. O passatempo de Mossakowski é comprar escrituras de imóveis. Há
alguns anos atrás, era bastante difícil para pessoas que tinham casas
antes da guerra ou suas descendentes retomarem a propriedade que foi
comunalizada depois da guerra. É por isso que algumas pessoas com
escrituras que não têm valor legal as estavam vendendo. Mossakowski é
conhecido por ter comprado escrituras imobiliárias por 50 zloty (12,50
euros) de propriedades pelas quais mais tarde ele tentou conseguir 1,25
milhões de euros[2]. Ele adquiriu escrituras de muitas propriedades sob
circunstâncias obscuras[3].

Este especulador é conhecido por suas táticas inescrupulosas para retirar
as pessoas de seus apartamentos. Se elas não se assustarem com suas
tentativas iniciais, frequentemente ilegais, de impor aluguéis gigantescos
e “taxas” a elas, outros métodos têm início. No caso da casa de Jola,
alguns dias depois desta visita inicial, as(os) moradoras(es) receberam
uma carta. Nela ele alegava que, como a propriedade foi transferida,
todas(os) eram habitantes “ilegais” do prédio. (Esta foi uma violação
direta da lei que diz que, se ele quer chutar alguém para fora, teria que
dar um aviso prévio de 3 anos, ou lhe dar uma moradia substituta). Já que
ele considerava que estavam lá “ilegalmente”, ele exigia que pagassem
“danos” adicionais a ele, totalizando quase 500 euros por mês.

Jola sabia que isso era ilegal e se recusou a pagar. Como muitas pessoas
em sua situação, seu aluguel agora era muito maior que sua renda. (Mais
recentemente, ela recebia por volta de 350 euros por mês). Foi então que
todo tipo de assédio começou. Mossakowski até tentou invadir sua casa e
registrá-la como sendo o seu local de moradia.

Diferentemente de Jola, que não conseguiu um apartamento substituto da
prefeitura, o milionário Mossakowski, dono de imóveis por todo o
município, é inquilino de uma moradia municipal. (Ninguém sabe se ele
realmente mora lá, mas ele tem o apartamento).

Apesar da prefeitura estar privatizando a moradia, ela raramente provém
os(as) antigos(as) moradores(as) com apartamentos substitutos. (No ano
passado, foram distribuídos apenas 90). Quando as pessoas estão em tal
situação, a cidade olha para a sua renda e, como os critérios são baixos
demais, muitas pessoas, mesmo aposentadas, não podem receber moradia
pública. Os burocratas encarregados de destruírem o sistema de moradia
pública procuram por qualquer razão para negar moradia, frequentemente
quebrando todas as regras. No caso de Jola, lhe negaram o direito porque
sua filha tinha um apartamento. Apesar disto não dever ter nenhuma
influência, nós sabemos que a prefeitura às vezes diz para as pessoas que
perderam seus apartamentos e se inscreveram para receber um substituto que
elas podem viver com parentes – mesmo sendo em outras cidades.

Jola estava enfurecida com sua situação e decidiu contra-atacar. No
movimento por moradia, ela lutou por uma mudança nessa política, para que
outras pessoas não tivessem que passar pelo que ela estava passando.

Apesar do fato de seu caso ainda estar em julgamento, Mossakowski disse a
ela lhe devia mais de 20.000 euros. No momento de sua morte, ela era a
última inquilina remanescente naquela casa.

A filha de Jola relatou que ela tinha desaparecido em circunstâncias muito
misteriosas. Depois de alguns dias lhe disseram que um corpo queimado foi
encontrado no bosque na mesma data que Jola desapareceu. Ele estava
irreconhecível, mas alguns objetos que ela tinha consigo não tinham sido
destruídos, incluindo as chaves de sua casa, seus óculos e seu aparelho
para surdez.

Ninguém sabe ao certo se a polícia tem interesse em investigar este caso.
Apesar de tudo indicar que Jola foi assassinada de uma maneira incomumente
brutal, a polícia tentou apresentar “teorias alternativas” como suicídio
ou que talvez Jola fosse “membro de um culto”. Não está claro se há algum
motivo especial para estarem gerando estas “teorias alternativas”.

Uma coisa é certa: as pessoas envolvidas no movimento por moradia culpam a
situação da má política de moradia que deixa inquilinas(os) à mercê de
especuladores e empresários inescrupulosos. Nós juramos não esquecer a
provação de Jola e sua contribuição à luta que continuaremos com mais
determinação do que nunca. Não perdoaremos, não esqueceremos!

ZSP-AIT Varsóvia

[1] É por isso que nós conseguimos e publicamos documentação compilada
pela prefeitura e notificamos e reunimos aquelas(es) que podem ser
afetadas(os).

[2] Veja:
http://warszawa.gazeta.pl/warszawa/1,34889,7958665,Mial_tylko_50_zl__teraz_ma_kamienice.html#ixzz1G1OpNKlu

[3] Nós conseguimos pela primeira vez em Varsóvia bloquear uma tentiva
ilegal de privatização. Mossakowski também esteve envolvido nessa estória.

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Notícias da AIT