[Cáceres, Espanha] A CNT segue realizando concentrações de protesto em frente à PIZZA HUT

A CNT segue realizando concentrações de protesto em frente à PIZZA HUT, todas as quartas-feiras em Cáceres e todos os sábados em Badajoz.
Já são seis as concentrações semanais que a CNT realizou em frente ao PIZZA HUT de Cáceres e quatro em Badajoz. Entre as 20h30 e as 22h00, torna-se praticamente impossível comer em paz no PIZZA HUT pela força do protesto operário.
O conflito começa a tomar uma dimensão midiática, já que Cana Extremadura Radio já entrevistou os/as trabalhadores/as que sofreram represálias pela empresa. E em breve se prevê que o protesto seja difundido também pela televisão regional.
Enquanto isso, os sócios de INVERSIÓN Y RESTAURACIÓN EXTREMADURA S.A. – gerentes das franquias de PIZZA HUT em Extremadura – continuam violando os direitos dos/as trabalhadores/as com suas mentiras e suas montagens.
Depois de assinar o reconhecimento da Seção Sindical na empresa, pretendem agora impedir o exercício dos direitos sindicais que a Lei Orgânica de Liberdade Sindical claramente reconhece. Seu argumento é baseado em que a CNT não se apresenta às Eleições Sindicais, o que mostra que ainda não sabem quem estão enfrentando! Milhares de Seções Sindicais da CNT por todo o território espanhol constituem um precedente incontestável.
A solução para este conflita passa inevitavelmente pela readmissão dos três trabalhadores demitidos e pelo fim do assédio e da repressão sindical. Quando estes sujeitos entenderem isso, as águas voltarão ao seu canal. Além da ação sindical, seguem seu curso os trâmites judiciais contra a vulnerização dos direitos na PIZZA HUT.
A Seção Sindical da CNT na PIZZA HUT pede a solidariedade de toda a
Extremadura e o BOICOTE a estes empresários sem escrúpulos. Não consuma
neste estabelecimento enquanto não forem respeitados os direitos legítimos
de seus empregados.

 

Notícias da AIT
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Primeiro Congresso Anarquista no México

Companheiros e Companheiras anarquistas:

Nos alvores do século XXI, a barbárie do capitalismo mundial manifesta-se através do aumento da exploração, da miséria e da morte de milhões de seres humanos. A arbitrariedade, o roubo, a violência, a dominação e a discriminação continuam a ser os motores que impulsionam a civilização capitalista nesta era de novos conhecimentos e tecnologias. Por fim a cobiça das empresas provoca a destruição descontrolada dos recursos naturais do planeta.
Os Estados dominantes no mundo recorrem à guerra para exercer a hegemonia que lhes permitirá submeter e saquear os países e as sociedades. Do mesmo modo os Estados e os governos de diferentes origens políticas usam a repressão e procuram aniquilar os movimentos sociais para sufocar as chamas libertárias da insurreição, na tentativa de acabar com as greves e as revoltas populares que – com dignidade e por um novo mundo – lutam contra a barbárie da exploração e da dominação.
A exploração, a dominação, a espoliação, a discriminação e uma devastação gritante dos recursos naturais que resultam desta situação não só legitimam mas tornam necessária, agora, mais do que nunca, toda a luta contra o capitalismo e o Estado
No México, a exploração e a miséria deixaram um rastro de 55 milhões de pobres, salários de miséria, a destruição dos direitos laborais, o desemprego e a imigração. Fome, exploração e morte para o povo mexicano. Em contrapartida, para os senhores do poder e com muito dinheiro, lucros elevados e uma crescente concentração de riqueza. No entanto, e contra o que os seus dominadores desejam, o povo mexicano não se deixou abater, resiste, rebela-se e constrói alternativas contra a miserável realidade da fome, do roubo e da violência a que querem condená-los os ladrões e exploradores empresariais e governamentais.
À tenaz rebeldia do povo mexicano, o Estado responde com a perseguição, a detenção, o desaparecimento e o assassinato dos homens e das mulheres dignos que lutam contra todas as injustiças e desejam uma transformação radical do sistema. A aposta das elites políticas e econômicas é a do terrorismo de Estado através da militarização do país e da criminalização dos indivíduos e dos movimentos sociais insurgentes.
Com efeito, o Estado impõe a insegurança, o medo e a repressão em muitas áreas sociais, a fim de imobilizar a sociedade. O povo, longe de se deixar paralisar, resiste e rebela-se contra essa opressão e esse terror: luta contra a desapropriação das suas terras; protesta contra a construção de barragens, defende os ecossistemas contra a voracidade das empresas de construção, resiste à biopirataria das empresas biotecnológicas; protesta contra a Igreja e contra os reacionários de todos os quadrantes que visam impedir os direitos das mulheres e dos homossexuais, bissexuais e transgêneros de usufruírem o livre exercício de seus corpos, desejos e afetos, contra empresas privadas que lucram com os espaços públicos, como a auto-estrada oeste, Metrobus e linha 12 do Metrô, na Cidade do México, exige liberdade para os presos e presas políticos, a autonomia indígena e constrói nas ruas, para exigir seu direito à saúde, educação, habitação, terra, pão e a liberdade. Em suma, enquanto os senhores do poder e do dinheiro espalham o medo, a fome e a violência, o povo semeará a autonomia, liberdade e dignidade.
A repressão do Estado, mas, acima de tudo, a força do povo mexicano, tornam inadiável a necessidade dos e das anarquistas de todo o país se reunirem no Primeiro Congresso Anarquista para se trocar impressões acerca da forma como nos queremos organizar, como lutar contra o Estado e o capital hoje e como acompanhar a rebelião do povo até à construção de um mundo novo sem exploração e sem dominação.
O propósito do Primeiro Congresso Anarquista no México é criar um espaço de encontro, de diálogo e ação para a prática do apoio-mútuo, conhecer as nossas insurgências, trocar experiências, acordar – entre aqueles que o desejarem – atividades e ações conjuntas contra a exploração e a dominação atuais. O Congresso Anarquista não pretende homogeneizar a luta e o pensar das diferentes formas de entender e agir dos anarquistas do país, o que constituiria de resto uma pretensão contraditória com a nossa natureza libertária.
O Congresso Anarquista também não pretende hegemonizar as diversas forças e tendências ácratas que atualmente estão espalhadas por todo o país, o que seria uma contradição e iria contra os mais elementares princípios libertários. Enfatizamos que o Congresso Anarquista não pretende centralizar nem hegemonizar a ação e o pensar dos libertários, ou criar vanguardas ou dirigentes do nada nem de ninguém.
O Primeiro Congresso Anarquista do México pretende criar um espaço de encontro, diálogo e de apoio-mútuo entre os anarquistas que fortaleça a ação anarquista contra a investida da repressão dos governos do PAN, PRI e PRD, assim como criar um espaço que permita dar continuidade à revolta social e cultural dos anarquistas de todo o país.
O espaço de encontro, diálogo e apoio-mútuo – que se pretende construir com o Primeiro Congresso Anarquista no México – é inspirado na ética anarquista que se baseia na autonomia individual, na fraternidade e na igualdade dos seres humanos.
Inspirados por esses princípios éticos, diversos indivíduos e grupos anarquistas realizaram uma série de reuniões com o objetivo de convocarem os nossos irmãos e irmãs para a sua participação no Primeiro Congresso Anarquista no México, a ser realizado na Cidade do México em 29, 30 de abril e a 1 de maio de 2011, no Auditório Che Guevara.
Companheiros e Companheiras anarquistas:
A urgente necessidade de destruir a exploração e a dominação da podre civilização capitalista, assim como a aspiração de construir, aqui e agora, uma sociedade de pessoas autônomas, livres, iguais e respeitosas da natureza, levaram-nos à convocação da realização do Primeiro Congresso Anarquista no México.
Esperamos que o seu coração e a sua palavra verdadeira e libertária construam com todos e todas nós esse espaço de liberdade, rebeldia e apoio-mútuo. Além disso, instamos os anarquistas que vivem nos estados da República a confirmar a sua participação no Primeiro Congresso Anarquista o mais rapidamente possível para preparar o seu alojamento, bem como providenciar apoios financeiros para contribuir para a sua deslocação desde o local de origem até à Cidade do México.
Saúde e Revolução Social!
México, Planeta Terra, Janeiro de 2011.
Fraternalmente.
• Indivíduos da Federação Local Libertária (FLL)
• Projeto TV Neza
• Estudantes ácratas da Faculdade de Ciências da UNAM
• Membros do Auditório “Che Guevara”
• Pensamento Ingovernável-FLL
• Célula Anarco-feminista
• Fanzinoteca do Auditório “Che Guevara”
• Cruz Negra Anarquista
• Estudantes do Politécnico
• Indivíduos libertári@s
• Coletivo Autônomo Magonista-FLL
• Motim-FLL
• Filhos do Povo-FLL
• KontrAxãoZocial
• Coletivo Libertário Resiste Luta Constrói
Tradução > Liberdade à Solta
agência de notícias anarquistas-ana
lua mínima
a tarde minguante
abre um sorriso
Alonso Alvarez

Dia internacional de ação direta contra a extração

Junte-se a nós em 20 de abril, onde quer que esteja!
Comunidades ao redor do mundo estão sendo atacadas por indústrias extrativistas que envenenam nossas famílias, matam aqueles que nos são queridos no trabalho e destroem os ecossistemas que cuidamos. O vazamento da British Petroleum (BP) no Golfo do México, infelizmente foi apenas um de uma cadeia infinita de desastres que nasceu de um sistema econômico que invariavelmente irá consumir os recursos do planeta.
Extração é o ato de tomar algo sem dar nada em troca. A extração toma a vida de trabalhadores, para que as corporações possam fazer um pouco mais de dinheiro. A extração toma a água e o ar limpos e nos dá oceanos imundos e o clima caótico. A extração toma a riqueza natural de comunidades e ecossistemas, deixando para trás pobreza e vastidões ecológicas.
Para um clima estável, e ar e água limpos, devemos parar a extração de combustíveis fósseis, e demais “recursos”. Das areias betuminosas de Alberta à Costa do Golfo, as pessoas estão lutando contra as indústrias extrativistas que declararam guerra ao nosso planeta. O Rising Tide está chamando por um dia de ação direta contra a extração no aniversário de 1 ano do vazamento da BP.
Em 20 de abril, levemos isso aos pontos de produção. Desligue um poço, ocupe uma mina, assuma o controle de um escritório, bloqueie um banco. A comunidade de ninguém deve ser uma zona de sacrifícios.
Por justiça climática e um planeta habitável,
Rising Tide América do Norte
Mais infos:
agência de notícias anarquistas-ana
um gaio levanta voo
ficamos sós
o pinhal e eu
Rogério Martins

[República Tcheca] Sabotagem em um gerador de energia para camêras de vigilância em uma rodovia

Comunicado:
“Na madrugada de 10 de abril fez-se explodir um gerador que fornece energia para uma pequena casa na auto-estrada D1. Como resultado, causou um curto-circuito e a câmera ali estacionada parou de gravar. O estado de controle constante não deve deixar-nos inativos. Eles nos tratam como ratos de laboratório enjaulados num labirinto escuro. Devido à resignação dos cidadãos, são livres para impor o clima de medo que lhes agrada. Uma atmosfera de medo e de execução é acompanhada por um monitoramento onipresente realizado por várias autoridades, para manter sempre um olho naqueles que buscam a liberdade deste círculo vicioso.
Nós nos recusamos a entrar em um acordo com a vida pré-embalada e pré-concebida.
Nós nos recusamos a ir trabalhar para que os ricos possam ficar mais ricos e os pobres são forçados a viver das migalhas da mesa do rico.
Nos recusamos a acatar e obedecer.
Solidariedade com os presos anarquistas do Chile!
Honra a Lambros Foundas!
Abaixo o Estado e o capitalismo!”
Revoluční boj (Luta Revolucionária)
agência de notícias anarquistas-ana
Numa pressa insana,
o jato divide em quatro
o azul-porcelana.
Flora Figueiredo

[EUA] 1ª Feira do Livro Anarquista de Houston

 

A 1ª Feira do Livro Anarquista de Houston tem como objetivo trazer literatura radical e alternativa, educação e cultura com foco na resistência e na construção de comunidades. Este evento está sendo criado como um veículo para organizar comunidades, criando redes de comunicação no sul dos Estados Unidos.
A feira do livro terá uma variedade de distribuidoras, infoshops, livros novos e usados, em combinação com workshops, troca de habilidades, palestras e debates, facilitando o diálogo aberto. Por isso, esperamos criar um espaço de solidariedade com a comunidade anarquista, e instigar redes regionais, nacionais e internacionais.
Virá a este evento uma variedade de organizações que, juntas, construirão uma comunidade radical no sul do país.
Já confirmaram presence com suas banquinhas: Betch HTX/ATX (Beautiful Educated ThunderCunts From Hell), Broken Brick Distro from San Antonio, Monkey Wrench Books from Austin, Tumbleweed infoshop from Austin, ATX Mental Health, Sedition Books from Houston, Critical Resistance Houston, SDS Houston, Houston Earth First/Rising Tide, Little Black Cart, AK Press, PM Press, Ambient Transient, Iron Rail Infoshop, Long Haul Infoshop, Slingshot Collective e Arissa Media Collective.
A Feira do Livro Anarquista de Houston será realizada de 22 a 24 abril de 2011.
Para conferir o local e a programação do evento visite o blog:
agência de notícias anarquistas-ana
Mar de primavera –
O dia todo
Lentamente ondula.
Buson

[Indonésia] Ataque a outro caixa automático em um Banco Central Ásia

 

A “Conspiração Internacional pela Vingança” (ICFR) assumiu a responsabilidade pela queima em outro BCA (Banco Central Ásia), em um caixa eletrônico na Indonésia, numa ação contra a exploração capitalista dos recursos naturais do país e a repressão do Estado. 
O BCA está remanejando finanças para o desenvolvimento industrial em Kulon Progo. As ações estão diretamente reivindicadas nos panfletos que foram deixados no local, os mesmos que estavam em uma série de outros incidentes em todo o país.
O comunicado coloca as ações no contexto de vingança, pela a opressão brutal infligida à população em Kulon Progo, Bima, Takala, Raya Padang, Makassar, Jogja, Persil IV Medan, Buyat e Papua da Indonésia; pelo Estado e pelas empresas multinacionais, como PT Indomines e BCA. A ação também denunciou o papel da mídia, os burocratas, a policiais e os militares.
O caixa automático foi completamente destruído com dinheiro dentro; foi queimado um circuito fechado de televisão (CCTV), e foi desmontada a unidade do caixa eletrônico. Não houve feridos.
agência de notícias anarquistas-ana
sono profundo
coberta de neblina
minha cidade
Alice Ruiz

Notícias da Grécia

 

Ong é atacada em Tessalônica
Na madrugada do dia 1º de abril, em Tessalônica, foram atacadas com bombas incendiárias: a sede da Ong “Centro para Democracia e Reconciliação no Sudeste Europeu”, localizado no bairro Ano Poli, e a sede local da Câmara de Comércio Grego-britânico (centro da cidade).
Além de ser uma quadrilha capitalista, havia uma razão a mais para atingir a Câmara de Comércio: seu executivo principal é Rigas Tzelepoglou, como o cônsul honorário do Chile em Tessalônica.
A Ong em questão, como a maioria das organizações não-governamentais, tem as mãos manchadas de sangue e merda da política nos Balcãs. Há também uma surpresa: o tesoureiro da Ong não é ninguém menos que o mesmo senhor Tzelepoglou!
As ações foram dedicados aos companheiros chilenos em greve de fome, os 5 recém detidos membros da Conspiração das Células de Fogo e outros presos, e assinadas pela Frente Revolucionária Internacional/Célula de Solidariedade “Fogo nas Fronteiras”.
Escritórios são alvejados em Atenas
Na madrugada de domingo, 27 de março, o fogo destruiu completamente a escritórios localizados em Halandri (Atenas), da empresa “Eurocopters”, que com subsidiária chamada “Aeroservices”, lida com helicópteros do Exército e da polícia grega.
Como foi explicado pelos companheiros em seu comunicado, depois de abrir a porta, um forte dispositivo incendiário foi colocado dentro dos escritórios. A ação foi dedicada aos detidos em 14 de março, membros da Conspiração das Células de Fogo e assinada pelo Frente Revolucionária Internacional/Condutas Divergentes pela Difusão do Terrorismo Revolucionário/Célula de Ação Anarquista.
Ação simbólica na casa de procurador público em Atenas
Segunda-feira, 4 de março, pela tarde, uns 40 companheiros aproximaram-se, localizada em bairros burgueses do norte de Atenas, da casa do procurador responsável pelo caso da Conspiração das Células de Fogo – K. Baltas – e fizeram uma intervenção simbólica: as paredes foram pintadas, milhares de panfletos foram espalhados pela área, alguns cartazes contra Baltas foram colados e gritaram palavras de ordem (e insultos). Ao saírem, 14 dos nossos companheiros foram detidos por policiais da brigada DIAS, e colocados em liberdade com penas leves (por “danos”, etc.) sem direito a fiança, cerca de 24 horas depois.
O fato é que logo após esta ação simbólica chegar às “vias de fato”, uma equipe da TV “ANT1” e, provavelmente apressando-se para fazer uma reportagem “quente”, ocorreu um acidente: um dos técnicos morreu quando a antena que manejava encostou-se aos cabos de alta tensão. Obviamente, a imprensa não hesita em ligar essas duas coisas diferentes e totalmente independentes umas das outras, em artigos com manchetes como “Um técnico de TV morre após ataque de anarquistas à casa do procurador.” Sem comentários.
agência de notícias anarquistas-ana
vento apressado
por que não senta aqui
do meu lado
Alexandre Brito

[França] Manifestação antifascista em Lyon reúne cerca de 2000 pessoas

Aos gritos de “nenhum racista na rua, nenhum fascista na rua”, “são racistas, são fascistas, são sexistas. Fora de nossa cidade”, “esmagar os fascistas”, “alerta, alerta antifascista”, “olelê, olalá, Lyon é antifascista”, entre outros, cerca de 2000 pessoas se reuniram neste sábado (9 de abril) em Lyon, em protesto contra a extrema-direita, o fascismo e o recrudescimento da violência nazi.
Partindo da Praça Bellecour por volta das 14h30, e percorrendo várias ruas do centro de Lyon, os manifestantes marcharam sob um sol forte com um carro de som, faixas, agitando bandeiras, cartazes e gritando palavras de ordem. Um forte contingente de policiais acompanhou a passeata. Não houve prisões nem incidentes.
Lyon é uma das cidades francesas onde a ascensão de grupos neonazistas é mais visível. Nos últimos dois anos têm visto um aumento nas agressões e atos nazistas na cidade. Os neonazistas da organização Blood & Honour abriram no município um local, através do grupo Bunker Korps Lyon e a associação Lyon Dissidente, onde organizam eventos e shows regularmente com total impunidade.
Nos últimos dois anos os neonazistas perpetraram dezenas de agressões na cidade, algumas com gravidade. A última violência ocorreu na quarta-feira (6 de abril), neste caso, três nazistas atacaram com bastões de madeira, pistolas de balas de borracha e gás lacrimogêneo vários ativistas que estavam distribuindo panfletos em um instituto escolar para a manifestação deste sábado.
A presença nazista na cidade conta, de alguma forma, com a cumplicidade das autoridades e dos meios de comunicação da cidade, que se esforçam em retratar o problema simplesmente como uma questão de gangues.
Além disso, os grupos neonazistas se aproveitam da atual crise e aumento das idéias e partidos de extrema-direita para agir.
Uma pesquisa recente de opinião surpreendeu a França ao indicar que a líder da extrema-direita Marine Le Pen, filha do anterior líder da Frente Nacionalista, Jean-Marie Le Pen, apareceu na frente de todos os demais candidatos no pleito previsto para o ano que vem. Marine, 42 anos, lidera a Frente Nacional desde janeiro e aparece como sucessora de seu pai.
Vídeo da manifestação:
agência de notícias anarquistas-ana
Quero ouvir na noite
os sapos que embalarão,
eternos, meu túmulo.
Alexei Bueno

[Reino Unido] “As propostas das prisões são claras: retirar essas pessoas das ruas”

 

[As autoridades detiveram mais de 200 pessoas na seqüência dos protestos do “26M” (26 de março) em Londres contra as medidas de austeridade apresentadas pelo governo. A manifestação contou com a presença de mais de 500 mil pessoas, num desfile pelas ruas da capital que culminou com um comício em Hyde Park. Peter Wright, da organização South London Solidarity Federation, participou da manifestação e nos fala a seguir sobre a situação dos detidos.]
Agência de Notícias Anarquistas > Ainda tem ativistas presos pelos protestos do “26M”?
Peter Wright < No mesmo dia 26, a polícia prendeu cerca de 202 pessoas, 138 das quais sendo da ocupação “pacífica” (palavras da polícia) do Fortnum & Mason, o mercado de comida burguês e real. Outros 50 (aproximadamente) foram presos na tentativa de ocupar a Trafalgar Square (talvez a principal praça da cidade, onde se encontra a Coluna de Nelson) pela noite. Parece que a polícia estava com muita raiva depois de todos os fatos do dia, pelos quais os manifestantes foram atacados com grande violência.
Ultimamente, ou seja, durante as manifestações estudantis no final do ano passado, a polícia veio com fotos de pessoas procuradas e seguiu com as detenções de ativistas, entrando em suas casas e tal. Até agora, após o dia 26, há cerca de 18 fotos, nada mais, mas sabemos que as investigações continuam. Após a revolta estudantil, disse o Met (a polícia londrina), que 18 policiais se dedicariam a ver TODOS os vídeos do Youtube para identificar os suspeitos.
ANA > E quais acusações pesam contra eles?
Peter < São poucas as acusações, mas a grande maioria – especialmente aqueles do UK Uncut – pode ter certeza que nunca receberão acusações. As propostas das prisões são claras: para retirar essas pessoas das ruas durante os distúrbios e também gravar seus nomes, fotos, DNA, etc., em suas bases de dados. Assim, essas pessoas serão conhecidas pelas forças de segurança.
ANA > Entre estes presos há militantes anarquistas, mulheres…
Peter < Claro, há ambos! O UK Uncut conta com alguns “anarquistas” entre seus membros, mas que sofre de um tipo de liberalismo e pacifismo em vigor a partir das classes média e alta. Eu não saberia dizer o número de mulheres presas: é claro que havia, mas não de forma distinta na contagem.  
ANA > E o que podemos fazer a distância para ajudá-los?
Peter < Estender a luta e a resistência!
A sério, ainda não sei bem o que vai acontecer. Os detidos têm direito à fiança e devem retornar às delegacias em maio. Logo se saberá se eles vão a julgamento.
ANA > E essas pessoas correm o risco de pegar longos anos de prisão?
Peter < Sim, alguns. Podemos dizer que durante os distúrbios de novembro passado em Millbank, quando universitários ocuparam a sede do partido governante, um estudante – em um momento de loucura – jogou um extintor de incêndio do telhado do prédio. Isso é o que a mídia procurava para excluir e atacar os universitários radicais. Houve uma caça às bruxas, até que o pobre jovem – 17 anos – foi até a delegacia para confessar. Eles fizeram o julgamento de imediato e foi para a cadeia por dois anos, apesar das intervenções de sua mãe e suas desculpas públicas.
Outro ponto particular sobre a questão do “black bloc”. Queremos estender a resistência até que ele seja um movimento popular. As pessoas que fazem ataques espetaculares contra os bancos e os símbolos de riqueza correm alto risco, e, afinal de contas, não alcançam muito. Aceitamos o que são essas ações que atraem as atenções da mídia, mas nós queremos ganhar a batalha contra os cortes, de modo que buscamos a popularização nas comunidades e postos de trabalho. Acreditamos que para alcançar este objetivo, temos de nos concentrar na luta diária e específica sobre os cortes de benefícios sociais, o fechamento de edifícios públicos, renúncias, etc., etc.
Nós tentamos usar o interesse no anarquismo, gerado pelas ações do bloco negro, para promover as nossas idéias e estratégias, e por esta razão que eu te escrevo.
agência de notícias anarquistas-ana
vento de esquina
arrepia a menina
e a poça d’água
João Angelo Salvadori

[EUA] A Suprema Corte não irá rever o caso do SHAC7

A Suprema Corte anunciou a alguns dias que não irá rever o caso do SHAC7 (Stop Huntingdon Animal Cruelty), um notável exemplo de um caso envolvendo a Primeira Emenda, em que um grupo de ativistas pelos direitos dos animais foi condenado como “terrorista”, por levar adiante um controverso site.
A campanha do SHAC7 não tinha nada a ver com o Anthrax, bombas caseiras, ou um plano para seqüestrar um avião. Eles foram responsáveis pela manutenção de um site. Nesta página publicavam notícias sobre a campanha (ações legais, como protestos e ações ilegais, como resgatar animais de laboratório) e certamente havia adeptos.
Devido a isso, enfrentaram uma série de acusações de conspiração, incluindo conspiração por violar a Lei de Proteção à Empresa Animal e de cometer “terrorismo relacionado com a causa pelos animais.”
Os réus perderam o julgamento e foram condenados a entre 1 e 6 anos de prisão. Na apelação, o Terceiro Circuito emitiu uma “falha de varredura”. Considerou que a retórica da campanha SHAC era uma “ameaça real” (embora eles nunca fossem acusados de destruição de propriedade, ou violência, ou de incentivo a participar de tais atos), porque nessa mesma campanha, também existiram casos de atividades ilegais.
Dito de outra forma, o tribunal considerou que poderia limitar os direitos, sob a primeira emenda, de um grupo de pessoas por ações do passado cometidas por outros.
Por exemplo, um dos réus, Josh Harper, deu dois depoimentos em que falou sobre a campanha e sobre seu apoio, pessoal e teórico, à Frente de Libertação Animal, e a pequenas ações, como o envio de fax em preto para danificar as máquinas de fax de algumas empresas. A corte de apelações observou: “a conduta pessoal de Harper não cruza a linha da ilegalidade. Puni-lo por seus discursos políticos seria inconstitucional. No entanto, seu comportamento… dá indícios os quais o júri pode ter chegado à conclusão razoável de que Harper estava envolvido em uma conspiração para violar a Lei de Proteção à Empresa Animal”.
 A Suprema Corte negou o auto de cerceamento do caso, o que significa que não serão atendidos. Em resumo, a sentença do tribunal de apelações está  parada, dando caso do SHAC7 como encerrado.
A probabilidade de um caso ser revisto pelo Tribunal Supremo é pouca, claro. Mas estou um pouco surpreso que este seja o caso do SHAC7. A Suprema Corte revisou o caso da Igreja Batista Westboro (o mesmo que criou o slogan “Deus odeia os gays”), declarando finalmente que eles tinham o direito de realizar seus protestos em funerais militares. John G. Roberts, presidente da Suprema Corte, escreveu que sua conduta é “certamente prejudicial, e sua contribuição insignificante ao discurso público”, mas está protegida.
Todos, exceto um dos condenados do SHAC7 foram libertados, de modo que isto nada tinha a ver com a duração da pena. Teria a ver sobre o precedente que pode criar tais condenações, especialmente no âmbito da Lei de Proteção à Empresa Animal. Também a ver com o rótulo de “terroristas”, que perseguirá esses ativistas pelo resto de suas vidas.
Mesmo se você não concordar com a campanha SHAC, ou campanhas pelos direitos dos animais em geral, a rejeição do tribunal em conhecer este caso tem implicações graves para todos os ativistas de qualquer movimento de justiça social.
Aqui está uma resposta de Lauren Gazzola, uma das pessoas pertencente ao grupo SHAC 7:
“Hoje foi um dia difícil, mas acho que a recusa da Suprema Corte em rever o nosso caso é um erro. Não somente um erro jurídico, mas um erro moral. Nesse sentido, eu tive um monte de dias difíceis durante os últimos anos. Gostaria de falar sobre um dos “menos ruins”.
Algumas semanas atrás eu dei uma palestra sobre o caso do SHAC7 em uma aula de direito. Antes de começar a falar, o professor mostrou uns vídeos de investigações sigilosas dentro do laboratório HLS (Huntingdon Life Sciences), que mata 500 animais por dia em seus laboratórios. Foi a primeira vez que vi essas imagens desde que saí da prisão e foi superior a mim. Quando os vídeos terminaram, a diretora executiva da Sociedade Nacional Antivivissecção se levantou para me apresentar. Começou dizendo: “É difícil saber por onde começar”.
Eu estava perto dela, e até um pouco agitada ao ver aquelas imagens. Eu tinha planejado começar a minha intervenção agradecendo ao professor por me convidar, também à SNA (Sociedade Nacional Antivivissecção) por patrocinar o evento, e aos alunos para participar. Em vez disso, me dirigi à classe e disse: “Eu sei exatamente por onde começar. Eu passei três anos da minha vida tentando fechar HLS e outros três anos e meio de prisão por esse motivo. Cada um daqueles dias valeu a pena e faria de novo”. Hoje, eu só gostaria de repetir a mesma coisa: faria isso de novo. Valeu a pena.”
agência de notícias anarquistas-ana
Vento de primavera:
Sobre uma antena, um pardal
Trina e defeca
Edson Kenji Iura